Produtores Culturais

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Congelando um segundo do todo vivido
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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Morte - segredos do edo - tua

Dentro do lixo, o lixo
Afogado está o mar.
Lançado às profundezas,
Maiores e menores
Do âmago-eu.
Saco preto entrelaçado à corda
Com presa boca recebe a morte, silêncio!
Abriga à granel
Ríspidas amarguras do sentir
E latejos grunhidos, é perca!
Tosse o engasgo do gozo,
Sufoca água sonhos de nim e de nar
Sofre ardões com pequeninas salgadas
Valer-se-ia arranhões sob o rei.
Era preciso, tudo tem a sua hora
Como nasceu e fortificou,
O adeus presenteou a chegada
Preterível sorriso à dor
Fazer o quê?
Fosse pedra, tudo bem,
Sina a morte longe avistaria
Mas feito de sangue, carne e tato
Impossível conjugar hipotético "se"
Imperfeito não, perfeito até demais
Amei!
Saber-se-ia tua mira estreita,ou minha é?
Fardo não!
Permita acidente sublime
De fora, erro mortal
De dentro, aspirações celestiais
Quem prova o contrário?
Suspeita deveria,
Rápido, forte, latente
Mas cegada não era
Pegou de cheio
Pulou a janela e...
Bum!
Norte não é norte
Agora é sul
A porta?
Não importa
Do cenário improvisado
Talvez não existisse.
Enrijecida com cimento
Todos saem
Entra quem senha tem
Volta para tua partida
Desatinos...Chega!
Ódio há quilômetros
Pronunciei não ser diferente
Raiva é!
O outro enxergou
Trocadilho farejou
O não dito disse sim
Calado verbal estava
Alto-falante o coração
Por quê?
Ouro...
Composição da prata do prato
Doideira do eu, deles!
Faceta descongelou,
Astúcia distinção
Efervescentes caramilholas
Acabou!
Norte, antigo norte
Expulsa,
Fecha a janela
E tu? Lamento!
Cadeado do cárcere intocável
Querer teu, sorte proteja
Não peça o sim do túmulo
O amor morreu
E eu?
Jamais existi.

****

Diz eu que era dona do basta de uma relação aparentemente prejudicial ao
próprio ego, digamos assim, mas foi vivendo-a sob um novo ângulo que pude
perceber o quão imatura sou, e de como a vida liga certas criaturas
com algum propósito, incompreendido pela mera razão banal.

Amanda Graciele

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