Produtores Culturais

Produtores Culturais
Congelando um segundo do todo vivido
Powered By Blogger

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Opressão

Após a reunião pavorosa, que fez meu coração quase sair pela boca de tanto medo ao está sendo julgada, avaliada, engolida pela energia hostil vinda de quem detém o poder, a soberania, nos juntamos para criar uma letra musical. Queríamos falar apenas de coisas boas, de amor, de vida, mas nossas emoções apontavam aquela agonia, o pedido de um basta para tudo aquilo que nos fazia sofrer coletivamente.
À princípio construímos esse enredo:

Vida magestosa
Sublime como é
Respeito, fé e paz
Reprimido pela dor
Opressão!

Respeito no peito
A procura sempre é

A força da dignidade
De um ideal, é a nação
Construído em princípios do âmago
De almas sofridas

És tu ó vida
Enriquece-me de amor.

****


E tentando cantar, harmonizar, organizar a melodia, definimos finalmente a nossa
primeira composição coletiva dos sobreviventes dessa fase escabrosa, enfrentada nos últimos dias:

Opressão

Vida magestosa
Sublime como é
Respeito, fé e paz
Reprimido pela dor
Opressão! (4x)

Respeito no peito
A procura sempre é (2x)

Construído em princípios
De almas sofridas (2x)

És tu ó vida! (resposta coro masculino)

E tu ó vida
Enriquece-me de amor (2x)

E tu ó vida
Enriquece-me.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Vanessa

Menina sapeca
Cachinhos ao ar
Usou a sainha
Pra mode encantar

Seu rosto singelo
Sereia do mar
És linda,
És bela,
Cantando oxalá

(Em um belo dia, estava numa palestra de profissionais da comunicação fofocando com
Vanessa. Conversa vai, conversa vem, inspirei-me nesta para escrever tais palavrinhas. Salve a beleza morena!)

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A cidade se diverte com Chico Pop

Convido a todos os apreciadores da cultura a prestigiarem o Festival Chico Pop que inicia no dia 21/06 e se estende por toda semana, oferecendo a cidade Rio Branco workshops, exibição de documentários, mesa redonda, encontro de Twitteiros Culturais, dentre outros. Chico Pop se despede no domingo 27, a partir das 17h, na Concha Acústica com vários shows, inclusive Mapinguari Blues e Los Porongas.

Chame os amigos, o namorado e divirta-se!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Morte - segredos do edo - tua

Dentro do lixo, o lixo
Afogado está o mar.
Lançado às profundezas,
Maiores e menores
Do âmago-eu.
Saco preto entrelaçado à corda
Com presa boca recebe a morte, silêncio!
Abriga à granel
Ríspidas amarguras do sentir
E latejos grunhidos, é perca!
Tosse o engasgo do gozo,
Sufoca água sonhos de nim e de nar
Sofre ardões com pequeninas salgadas
Valer-se-ia arranhões sob o rei.
Era preciso, tudo tem a sua hora
Como nasceu e fortificou,
O adeus presenteou a chegada
Preterível sorriso à dor
Fazer o quê?
Fosse pedra, tudo bem,
Sina a morte longe avistaria
Mas feito de sangue, carne e tato
Impossível conjugar hipotético "se"
Imperfeito não, perfeito até demais
Amei!
Saber-se-ia tua mira estreita,ou minha é?
Fardo não!
Permita acidente sublime
De fora, erro mortal
De dentro, aspirações celestiais
Quem prova o contrário?
Suspeita deveria,
Rápido, forte, latente
Mas cegada não era
Pegou de cheio
Pulou a janela e...
Bum!
Norte não é norte
Agora é sul
A porta?
Não importa
Do cenário improvisado
Talvez não existisse.
Enrijecida com cimento
Todos saem
Entra quem senha tem
Volta para tua partida
Desatinos...Chega!
Ódio há quilômetros
Pronunciei não ser diferente
Raiva é!
O outro enxergou
Trocadilho farejou
O não dito disse sim
Calado verbal estava
Alto-falante o coração
Por quê?
Ouro...
Composição da prata do prato
Doideira do eu, deles!
Faceta descongelou,
Astúcia distinção
Efervescentes caramilholas
Acabou!
Norte, antigo norte
Expulsa,
Fecha a janela
E tu? Lamento!
Cadeado do cárcere intocável
Querer teu, sorte proteja
Não peça o sim do túmulo
O amor morreu
E eu?
Jamais existi.

****

Diz eu que era dona do basta de uma relação aparentemente prejudicial ao
próprio ego, digamos assim, mas foi vivendo-a sob um novo ângulo que pude
perceber o quão imatura sou, e de como a vida liga certas criaturas
com algum propósito, incompreendido pela mera razão banal.

Amanda Graciele

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Simplicidade

Alimenta a alma receber sorrisos, vê nossa pequena contribuição positivamente

na vida de alguém, fazer parte do bem estar de um ser que tampouco sabia

de nossa existência. Tomara ser vocação ir a sala de aula dizer com brilho nos

nas pupilas que vale à pena lutar por dias melhores, pois quem sonha, quem ama e quem

acredita, muda, move, transforma.

Eu acredito na beleza do ser humano, na formosura da natureza, na bondade divina, nos

sentimentos sinceros, e você, acredita também?

Amandix

Ops!

E a gente corre e a gente se cansa e a gente sente prazer.

Produções, projetos, música, poesia, pintura, amores, muitos amores.

Grata ao Arquiteto do Universo pela oportunidade de trabalhar com gente fera

e deitar contente no final do dia por fazer o que sempre tive vontade.

Sonhar é uma forma de permanecer vivo. Sonhar é dá sentido as cores do arco-íris.

Amanda

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Reticências

Vento sopra o norte da chegada
Tambor batuca o palpitar do coração
Na memória, lembranças do ontem e do agora,
Saudade tua, do intocável sentir.
No primeiro olhar, doce sabor do prazer ínfimo
Melodia celestial do intrínseco segredo
Não houve passeio, tudo bem,
Tudo tem a sua hora,
Quiçá no amanhã de aurora
Almas afins vestidas de desejo
Cruzem os dedos no entrelaçar
Dos devaneios da vida?

***

Peço licença a fonte inspiradora dessa tentativa de se fazer poesia para
que ela possa ser vista por aqueles que aqui o estão lendo agora. Talvez
diferença alguma faça a muitos, mas quem sabe a algum coração maluco
ela faça todo sentido, como ao meu outrora fez.

Amanda Graciele

Leveza

Não sei até quando
Flor desabrocha
Mas enquanto o sol
A ela sorrir,
Que seja uma eternidade
O piscar de olhos.
Não sei porquanto
Água e fogo unem-se uno
Mas enquanto o ardor do peito
Palpitar o coração,
A isso nomearei sentimento nobre.
Não sei por onde
O enredo perambula em dias afins,
Mas enquanto o meu querer
Seja o teu sim veemente,
O amor sujeito está ao amanhecer.
Não importa se das ruínas
Ouro encontro,
Ou se do oceano
Profundas águas percorro,
Quero fazer de cada aurora
O nosso dia de ser feliz
E juntos andarmos entrelaçados
Pelas veredas celestiais
Como dois enamorados
Que no pôr-do-sol ao Criador
Um "amém" seja a oração,
Sentida na pele como ventania.
E no final de todo o conto
Possa enxergar o brilho
Dos teus sonhadores olhos
E sentir o calor do teu único e
Sincero abraço,
Tua verdade sublime,
Teu amor ainda guardado
No baú do desconhecido
Do mar dos encontros

Feliz Viver a todos os enamorados pela vida
Feliz dia dos amantes,
Feliz celebração ao amor sentido.

Ao homem que tempera meus sorrisos com sua presença, conquistando meu coração
todos os dias.

Amanda Graciele

domingo, 23 de maio de 2010

Turbilhão de Emoções

Sorrisos, choros, saudade, falta. Longe de casa, da família, dos amigos e dos amores.
Na memória, lembrança do vivido, do sentido, do desejado. No coração, confuso diálogo
do eu com o eu, do que tá longe no norte e no sul. Mas enfim, segredos meus e de mais niguém.
Goiânia está sendo palco para questionamentos, transformações e aprendizados.
Vamos voltar a terrinha energizados pelo fazer cultural, pelas sacadas e vontade de fazer mais e mais pelo nosso povo e pelo bem coletivo.

A todos, meus agradecimentos sinceros por tudo, principalmente ao Alex - SEBRAE e Alê Barreto, pois sem o aval deles, nada disso estaria acontecendo positivamente em minha vida.

Amanda

terça-feira, 4 de maio de 2010

Armadilha do querer intrínseco

Foi numa brincadeirinha inocente de amigo com malícia de espertalhão menino que tudo começou. Veio o primeiro beijo, a primeira transa, o primeiro telefonema fora de hora. Nada demais, apenas bons cúmplices que se permitiram experenciar sensações e confiança um no outro, apenas isso. Mas não foi bem isso que aconteceu, não pelo querer racional, se é que existe razão nessas horas.
A lembrança da troca de idade, a convivência com acordes e melodias, lugares e pessoas em comum... Pronto, está feita a armadilha a torto e a direita para esses dois malandros que tão pouco sabem o que é o amor.
Negaram, fugiram de si, evitaram o inevitável. Uma vez provado o mel, como saborear o fél com veemência? Com eles não seria diferente, ou seria?
Bem que ela tentou se desvirtuar das suas tradicionais andanças, mas não teve jeito. Era como procurar bombom de cupuaçu numa loja de materiais de construção. Poderia sim ter uns para comprar, mas não seria de mesmo feitio ao ser comprado numa conveniência açucarada.
O menino, beijador de bocas como é, descrente do fisgar do coração, tampouco se atentou ao que poderia acontecer, deixando-se levar como o barquinho de Ilo atrás da Flor Irupê. Mal sabia ele da "rapariga" vestida de princesa com pensamentos bruxelos, mais macaca velha que a idade de carne sentida na pele...
Os dias passaram, o enrolar de linhas aconteceu. Quando mais as Faustinas puxavam as meias, mais rasgavam, mais quente era o sol queimando a cabeça de Manoel Espada, ímã energético de dois corpos afins, de abraços calorosos, quentes, molhados do deleite prazer ao debruçarem um afável beijo com sabor de carinho.
Dizia o Teatro Mágico: "Os opostos se distraem e os dispostos se atraem". Oh, e como se atraem!!! Não teve mesmo jeito, enamoraram-se! Lançaram-se ao mar em busca do desconhecido, mesmo que água seja sempre água, mas vai que aquelas mais distantes tem sabor diferente?! Por eles nunca foi provada, não ao estarem juntos.
Dia desses, num passado não muito distante, resolveram expandir o querer aos olhos de presa fácil, descantando sapos que à noite se vestem de príncipes e usam máscaras de cores refinadas. Naturalmente, interligaram seus lábios num sereno emancipar de almas, causando espanto a uns e alegria a outros. "Como pode o peixe vivo viver fora da água viva", se tão bom é sonhar?
Não sei qual desfecho terá essa estória, nem mesmo a sua duração. Pode ser uma curta, ou uma longa , ou até mesmo uma comédia, ou um drama, não importa, só tem o agora para se importar.
Desejo "sorte" às volúptas criaturas autoras de suas próprias armadilhas, ressaltando que acima de qualquer contrato social, está uma sincera amizade, cheia de respeito, alegria e admiração.

Dix

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Gancho

Decifrar algumas mentes, palavras soltas
Acalmaria os ânimos para o sim e para o não.
Freiar o sentir latente, confuso
Seria uma outra forma de observar o ângulo oposto.
Mas enfim, sabe-se lá o que é isso.
Cabeça sempre dói de muito pensar.
Melhor fazer o que?
Ciclos vem, ciclos se desfazem
Pessoas vão com o vento,
Este mesmo que traz outras tão adoráveis.
Algumas lançadas no mar do esquecimento
Outras tão presentes e tão distantes dos meus olhos.
Quanta saudade!
Quero sentir aquela adrenalina após Bodas de Sangue
Quero sentir aqueles arrepios após um lindo conto de amor escrito em páginas,
Apenas páginas!
Quero sentir o gosto do amor, amor sem chantilly, sem chiclete, sem casca.
É querer demais?
Onde está meu amor? Ele existe?
Vem como homem errante ou o encontrarei após fechar os olhos?
Amigos...melhores criaturas do mundo!
Companhias tão agradáveis, tão queridas, tão amadas por quem vos escreve...
A todos, meus sinceros votos de felicidade.
É dia de celebrar a vida, pois o motivo mais especial
É acordar todos os dias sabendo que o hoje pode ser diferente do ontem.

Amanda Graciele

domingo, 11 de abril de 2010

Sabe-se lá

Não acredito ser um sonho
Foi algo tão real, tão sentido na pele!
Você como sempre foi,
Representando o que sempre representou
Mas com sabor de amor diferente do que
costumo sentir.
Será que me autoengano quanto ao que sinto,
Ou isso é admiração confundida?
Dizia nitidamente ao acordar:
"Você é minha alma gêmea"
Não seria mais cômodo dizer:
"Você é minha alma irmã"?!
Sabe lá o que quer dizer esses sonhos malucos
Que de tão malucos parecem não ser sonhos
Seja lá o que for, por você não vou morrer de amor.
Nosso trato foi firmado, sempre fieis, apenas amando distante
Você com suas loucuras, inspirações felinas, deusas inspiradoras
Eu com meus desatinos, menina levada, insaciável aos desejos.
De tão parecidos, somos tão diferentes.
Sinto ser o dinheiro e o que ele compra que nos afasta
Mas não importa, bem te quero sempre feliz
Agora é jogar no túmulo essa fagulha de amor sentido
Porque dizer que não te amo
É o mesmo que dizer que por você não moveria céus para ter o teu sorriso.


M.Luiza

sábado, 10 de abril de 2010

Desconexos

"Diálogo dos Pênis" - espetáculo para te fazer sorrir, aprender e vê como os homens são diferentes e tão parecidos - em alguns aspectos- com as mulheres.

Rodrigo Pires pela primeira vez como mediador do Projeto Sempre Um Papo, enchendo-me de orgulho, alegria. Acredito muito no potencial desse "Pequeno Príncipe", como diz Charlene.

"Carne Trêmula" (1997), "Má Educação" (2004) de Pedro Almodóvar Caballero são uma boa pedida para um programinha a dois, ou entre amigos.

Filmoteca Acreana (Biblioteca Pública) e Cinemacre (Biblioteca da Floresta) - melhor que ir ao Cine João Paulo.

Noite Latina - também uma boa pedida para quem se entrega a uma noite caliente de dança, diversão e prazer de estar com os amigos.

"Levantado do Chão" para quem quer rever e para os que perderam a temporada em 2009

Projeto Sempre Um Papo promete esse ano, incluindo muita música, teatro, cinema e artes em geral.

Loft - espero está lá hoje para vê gente bonita e interessante.

Mapingari Blues - uma das minhas prediletas

Caldo de Piaba - apaixonei-me desde a primeira vez em que a escutei, prestigiei aquele show na Usina de Arte, no dia 28/12/2008

Los Porongas - em breve lançando novo disco, com músicas inéditas, diferentes, maravilhosas. Sou suspeita em falar...

Grupo de Teatro Orákulos - pessoas "certas", na hora certa, no momento certo, a fim de fazer a diferença no cenário artístico-cultural

Grupo Nois da Casa - É outro que promete!

"Antes fazíamos teatro para nos descobrir e não para que fóssemos descobertos" Jaime Leibovitch em seu modesto discurso no Sempre Um Papo (filmoteca - 09/04/2010)

Amanda Graciele

domingo, 4 de abril de 2010

Desafio

Ultrapassar as barreira do primeiro sorriso
Não construir utopias, quero experimentar!
Conhecer território não explorado
Porque não provar novas línguas?
O branco é cor predileta
Quero sempre sentir a paz.
O perigo da essência excita
Porque não encará-lo?
Vidas opostas que no fim se cruzam...
Somos gente,
Gostamos de gente,
Lidamos com vidas,
Cada um a sua maneira,
Mas o produto é o mesmo:
Vislumbrar a gratidão do outro,
Cujo dinheiro não é capaz de recompensar.
Você aceita embarcar nesta aventura?
Deixemos o tal "acaso" aprumar os passos
Ao César, será dado o que é dele.
A mim, terei apenas aquilo merecido
Lutado com suor,
Conquistado com bravura,
Alcançado com amor brotado do peito.
Permito-me adentrar neste desafio
E desfrutar o sabor do aroma doce.
De mãos dadas,
Procuremos juntos o novo queijo
Dê-me licença,
Quero fazer parte de sua vida...




Amanda Graciele

sábado, 3 de abril de 2010

Solidão

Tantas flores
Tantos sabores
Tantas cores
Amigos?
Poucos, especiais e não troco!
Amores?
Alguns, mas falta o Amor!
Família...
Sinônimo de paciência, afinal, foi eu que a escolhi.
Arte...
Meu refúgio, meu encontro, sou eu!
"Bem ao Bem"...
Minha fortaleza, meu consolo, amparo bondoso.
Inicia o novo ciclo,
Confuso ainda,
Mas cheio de vontade de viver para vê acontecer
Disponível ao espetáculo maior
Receptivo ao belo do hoje, à colheita do amanhecer
Permito-me ser o que quero ser
Dou-te meu sorriso de graça
Em troca de vê a tua alegria se manifestando no teu coração
Só isso peço ao entes queridos:
Que sejam pessoas de bem
Que amem e deixem-se ser amadas
Pois o amor e a caridade
São linguagens universais
Salvadoras de vida,
Destruidoras de muralhas impenetráveis
Transformadoras de dias melhores.
E eu?
Parabenizo-me por está com 22 anos!

domingo, 28 de março de 2010

Gota d'água

Se amar é sensibilizar-se com a beleza da natureza,
Encantar-se com suas cores, nuances e formas
Digo que sei amar, mesmo com um jeitinho estabanado de ser.
Se amar é corresponder ao sorriso de uma criança
Ofertar um abraço fraterno ao ente querido em dias turvos
A este nobre sentimento eu, mera errante imortal, fui apresentada.
Se amar é abrir mão do teu sentir em respeito ao querer do outro,
Dizer um adeus quando se quer está perto,
Renunciando aos caprichos do próprio egoísmo,
Feliz estou porque achava ser incapaz de amar.
O amor é tudo aquilo de mais puro que sai do âmago
E se manifesta em doces sorrisos, gestos e palavras.
Às vezes basta um silêncio, ou então um simbólico aperto de mão
Para saber que naquele instante, todo o universo com sua majestosa simplicidade
Contemplava delicadamente o amor brotar entre criaturas,
Ora destinadas ao encontro "casual", ora cometas brilhantes a curto prazo.
Não importa como o Amor germina e qual a durabilidade de seus efeitos.
Importante é sabermos que sem Amor a vida e seus desatinos
Em momento algum fariam sentido
Pois se existimos é porque alguém que nos quer bem
Foi capaz de nos amar incondicionalmente
Desprezando toda ingratidão e fraqueza
Arraigada em nosso ser criança.


Graciele

sábado, 27 de março de 2010

Aquário

Tu vens a terra fértil?
Vens rememorar a nossa paixão avassaladora
Ou dizer nos olhos que acabou o que foi vivido?
Tu vens desprendido do contrato social e do sentir
Ou vem equipado com os escudos e máscaras para
se proteger do meu desejo?
Tu vens rever a tua "Linda"
sentir o calor dos lábios quentes,
o gozo do âmago sincero
Ou dizer em face desnuda que o passado
está no seu devido lugar?
Devolução do nosso livro?
Agradecimento pelos nobres aprendizados da alma?
Formalismo no "oi" casual?
Qual o teu querer?
Qual o teu sentir?
Qual o teu segredo sincero?
A ti fui, a ti pertenci, a ti não quero mais!
Vamos vê se a fadinha com sua varinha mágica transforma a mágoa
do agora no perdão do amor supremo.
No sincero âmago, resquícios das boas lembraças.
Na superfície crosta, a vontade imensa de te dizer
poucas e boas, mas depois, quiçá, abraçar-te e tornar tua irmã.

Que venham as boas novas!

Amanda

Vácuo

Vontades não me faltam de fazer o que posso e não convém
De dá um abraço apertado em quem está longe de mim
De escrever as claras os mais absurdos pensamentos tortuosos.
Sinto vontade de está em vários cantos simultaneamente,
Fazer diversas coisas, ser mil em uma, mas se não dou conta
de uma só, imagine ter várias de mim.
Tenho vontade de xingar, dizer as mais rudes palavras na face desejada
e depois, vencida pelo cansaço do meu próprio
fracasso, chorar e dá um beijo longo, quente de reconciliação.
"Seu calor está concentrado nos lábios".
Sinto vontade de fugir na madrugada e me entregar ao desejo proibido
com quem não devo, não sei se por convenção social ou pelas supostas consequências
que a própria consciência aponta.
Sinto vontade de dizer "você é um filho da puta seu idiota", mas sabe lá se a tola da
estória não sou eu me mesma.
Sinto vontade de brincar com fogo, mas sei que mais cedo ou mais tarde cicatrizes fariam
no meu corpo, para não dizer na alma.
Sinto vontade de dizer "não gosto nenhum pouco de você", mas é preferível manter a compostura e tratar bem aqueles que nos rodeiam.
Sinto vontade de de fazer tudo e de ser invísivel aos olhos, passar por despercebida para dá asas as imaginações incabíveis a peneira da razão.
Sinto vontade de renascer, de apagar da memória aquelas melosas frases impactantes quando
falamos dos nossos sentimentos, sem saber que só tem valia naquele devido instante.
Sinto vontade de conhecer o Amor, pois nem faço ideia de que cor, cara, jeito e intensidade ele se
manifesta.
Sinto vontade de pedir perdão a criatura ferida, mas o orgulho, a mesquinhez do meu ser errante está em vantagem.
Sinto vontade de libertar a mulher que existe dentro de mim, mas ainda não sei como lidar com ela.
Sinto vontade de por uma mochila nas costas e ir embora sem dizer adeus, seguir adiante sem olhar para trás.
Sinto vontade de procriar, só para saber se é ela que virá encher minha vida de alegria.
Sinto vontade de encontrar um príncipe encantado em pleno século XXI, mas sei que ele está preso às páginas dos contos de fada.
Sinto vontade de ver meu pai e saber como ele está.
Sinto vontade de peregrinar pelos mais saborosos palcos do Brasil e do mundo.
Sinto vontade de beijar as mais diferentes línguas e me embebedar das ricas culturas que se tem neste mundão.
Sinto vontade de finalizar os capítulos mal resolvidos, jogar fora a água parada do copo e ter sabedoria ao selecionar a marcação de passos.
Sinto vontade de acelerar o processo evolutivo, de compreender o que questiono
e finalmente entender porque estou aqui.
Sinto vontade de ter um cobertor humano para me aquecer em noites precisas,
andar de mãos dadas comigo em praça pública e viver intensamente a jornada
dos sonhos.
O que tanto me falta Mestre Supremo? Razão, maturidade, paciência? Amor próprio? Choque de realismo? Choque de decisão? Bofetadas na cara? Um olhar sincero? Sei lá. Falta tudo, falta nada, falta crença, falta tolerância, falta doses de carinho... Falta o colorido do quadro, falta cores, falta
o conhecimento, falta eu mergulhar no meu interior...


Amanda Graciele

segunda-feira, 22 de março de 2010

Quiçá

Vejo de longe
Pouco perto está
O novo amor que brota
Para aquecer o coração
Frio, enferrujado
Antes descontente com o ontem nevoeiro
Mas agora, livre para velejar
No mar desconhecido
E eu aventureira que sou
Entrego-me mais uma vez ao acaso
Sem saber se vai ou se fica
Já que a nossa vida desatina
É uma caixinha de surpresa

domingo, 14 de março de 2010

Bem ao Bem

Bem é bem, não se discute! Economicamente falando, significa um objeto, físico ou abstrato, que satisfaz uma necessidade humana, segundo a Wikipédia. Filosoficamente, qualidade de excelência moral.
É perceptível que esse advérbio de modo cai bem em todas as circunstâncias, seja referente à conduta de uma criatura, seja para designar assuntos de negócios, ambos os casos levando o objeto, a pessoa ou coisa rumo ao positivismo.
Plantando o bem, moralmente falando, colheremos o bem e sua trupe. Digamos que essa simples palavra - tão difícil de ser sentida a todo instante - é o auge, o idealismo nobre desejado pela alma para se ter uma vida digna, um sono tranquilo e sossegado.
Fazer o bem sem almejar o reconhecimento, é algo mais dificil ainda de ser exercitado, tendo em vista que somos conduzidos a receber x recompensa por aquilo que fazemos, doamos, seja um sentimento querido direto ou indiretamente. Acredito que tal aspecto é um comportamento típico da sociedade capitalista, em que nos sujeitamos muitas vezes a nos vender em troca de bens materiais ou prestígio social.
Mesmo fazendo mal uso dessa conduta de bem, toda essência clama pelo melhor de si, para si. E porque não dizer que Bem ao Bem é Deus, a força universal que rege o planeta, a mais bonita a ser experenciada? E por que não dizer que Bem ao Bem é o desejo de jovens sonhadores que acreditam na voz do coração, no anseio de trilhar pelo caminho da autorrealização, sem ferir o direito e dever do outro?
Dizer sem falar é o desafio enfrentado. Enxergar ao invés de olhar, escutar ao invés de só ouvir e tão difícil... Façamos o bem, sejamos do time de bem e os resultados serão de bem também.

Amanda

segunda-feira, 8 de março de 2010

Pensando alto - coagir do ego

Tem dias que tu se sentes um nada, e outros, a pessoa mais especial do universo!
Não sei se é mais uma ilusão, mas vejo uma fagulha de luz branda no final do túnel tenebroso.
Agora é transcorrer normalmente o caminho e vê o que a vida tem reservado para mim. Como diz meu amigo querido, "permita-se".
Acredito que o beija-flor do sonho ao escrever "alegra-te" deu-me um choque de ânimo, aguçando a confiança dessa força interna que se mobiliza dentro do âmago, agindo sobre o meu sentir, sobre o meu pensar, sobre o meu querer. Quantos pronomes possessivos!
Se for lá ou cá, tanto faz, importante é fazer o que se gosta. Se no cá ficar com x e y, ótimo!, serei grata ao universo. Se o melhor for largar o x e y e tentar o b, maravilha!, observarei até onde voarei com minhas asas. O essencial é ser feliz, independente das escolhas feitas. Consultando o nosso interior - lugar aconselhável quando se pretende ser sincero consigo - e gerenciando as emoções, a vida se torna mais simples. Nada de achar que a felicidade é um estado de espírito adquirido de fora para dentro, pois se não for o processo inverso, é o mesmo que querer tirar leite de pedra. Pode até ser que ele saia, mas dizer que é comum a sua natureza, isso não é!
Que venham as propostas, os contratos, as oportunidades. Não sei o que me aguarda daqui a pouco, mas pelo menos, tenho certeza de ser filha de Deus e o direito de conquistar o meu espaço, concretizar meus sonhos e lutar pelos meus ideais. Igual a você, busco a felicidade que enobrece a alma e encho o coração de esperança quando sinto não ser em vão o meu está no planeta terra. Quiçá num futuro não muito distante residirei em Marte!!! Uau, seria uma maravilha filosofar e aprender com essas criaturas evoluídas.
"Que seja eterno enquanto dure!"

Amanda Graciele

sábado, 6 de março de 2010

Recheio

AMANDA
manda
anda
ama
man? Not!
Carta fora do Baralho...

sexta-feira, 5 de março de 2010

Vestígio

Eu não amo
Eu não sei amar.
Não sei quem eu sou
Nem para onde irei
Não menos de onde vim.
Não sei o que sinto
Não sei o que devo
Não sei os porquês.
Não mais acredito
Nem no que vejo
Nem no que ouço
Nem no que penso
Pois se ontem valeu à pena
Hoje já não vale mais...

quinta-feira, 4 de março de 2010

Vazio

De nada vale as palavra
De nada vale os sentimentos
De nada vale as recordações.
Tudo passa, tudo muda
Tudo se transforma.
A vida é assim...
Uma grande ilusão!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Seda branca no corpo desnudo

Os compenetrados no enredo, confabulantes criaturas que por motivo de força maior estão entrelaçados, não se dão conta que existem razões, hipóteses e mais hipóteses de seus encontros afins, das pendengas e aparentemente irracionais ligações carnais, terra enraizada.
Observo de longe e estudo, analiso, possibilito, descarto, repenso e me permito sentir o que os envolvem tão freneticamente, essa energia invisível aos olhos, mas sensível a intuição, ao mundo imaterial, imperceptível a muitos.
Tudo fascina, excita, parece malabarismo circense. Eu que estou de fora vejo a beleza do desfecho, se é que veremos o desenrolar dessa macabra estória. Vejo que dão cabeçadas na parece, e depois de doer tanto, passam a compreender que pelo amor as coisas são mais simples do que imaginamos. Permitir-se recomeçar, fazer diferente é peito para uma minoria. Nosso orgulho, vaidade, intolerância e impaciência nos engrandecem com falsos valores, alimentando o ego insaciável, enobrecendo a solidão e a certeza que o caminho não é por aí.
Ninguém é ironia do destino de ninguém, e se for, é porque a vida é teatro, ou comercial, ou novela, ou arte barata, prostituída, sei lá. Até o ser mais despercebido aos nossos contruibui indiretamente a nossa evolução, imagine um amor mal resolvido, cheio de montanhas, elo espiritual indisolúvel nesta encarnação.
Bem que se tenta, mas o "destino" com suas artemanhas, aponta, puxa a orelha da rebeldia felina. Vem os sonhos falantes, vem os oráculos da vida, os sinais do alto apontando não ser momento para a criança recusar o doce que tanto gosta de sentir nos lábios afáveis.
Como seria belo se nos entregássemos ao amor desnudo de promíscuas ilusões... O andar de mãos dadas, o "eu te amo" após o encontro das almas seria combustível eficiente no matar de leões diários. Mas vai entender o ser humano, criatura complicada, marrenta, idiota.
Vejo que aos poucos os pombinhos começam a limpar a janela de vidro para o melhor enxergar,e a recompensa, despedida "inusitada" com sabor de "quero mais na próxima vez". Por que não ser rei da selva e falar do sentir com veemência? Por que não desfrutar do deleite querer, mais celestial que terreno?
É ela, não adianta! As outras são passatempos recheados de chocolate e morango, que de tanto comer, enjoa. As outras são pó compacto para noites de balada, e ela, a limpeza de pele com a melhor esteticista de todos os tempos. Ela é rochedo do teu pisar, as outras, areia cavada de prazer, "nuvem passageiraque cobre o luar", diria Palavra Cantada.
E você sweet friend, desperdice o autoengano. Não adianta fugir, não adianta escapar, é ele a "pessoa errada", de Luis Fernando Verissimo. E ele o teu tocar profundo, instrumento predileto das canções de rock. E ele o aroma dos teus pulsos quentes, o teu sorriso sincero nas conversas "ínfimas", o teu palpitar de emoções e sentimentos. Ele é o teu sentir, é teu, queira apenas velejar ao seu lado, mesmo que no amanhã incerto, barco a céu aberto, não saiba se é norte ou sul a direção do porto seguro. O fruto? Renascimento da criança índigo, tudo que ele quis ser, tudo que tu queres ofertar.

Aos J....

terça-feira, 2 de março de 2010

Ao Guido

Nas tuas mãos as palavras soltas
Costuram devaneio
Com retalhos do doce sentir.
Sou fã tua,
Admiradora da arte desatina
Com Lorca, Ilo,
Cravo do Cavalo Rosado meu
E as Bodas de Sangue?
Lágrimas da introspectiva
Alma gritante do ego que sufoca a essência.
Vamos Guido, conta a tua história!
Mostra ao mundo os ilimitados sonhos
Que percorrem tuas veias,
No teu pensar serelepe de menino,
No teu sorriso acolhedor,
No ombro amigo que sempre quero ter por perto.
Feliz Aniversário!!!

Desatinos misteriosos

Girante move
Encontros e desencontros
Brincadeira de caça ao rato
Já não quero mais!
Vestida e desnuda
Vi-me tua
E hoje, farelos de dor
Não posso mais tocar.
Desvirtuados olhares
Sempre perdidos.
Bem te quis,
Mas tu voaste longe
Sem dizer se aos meus voltaria
E eu sem nada saber,
Pus-me firme no chão,
Enterrando vivas lembranças
Jurando esquecer o que ainda sentia.
Quando retomas o caminho
Do olhar compenetrante
Tua não era mais eu.
Dias passaram,
Compromissos cessaram
Saudade inusitada do Pequenino resplandeceu.
Refaço o caminho
Cruzo a calçada
Buscando antigas fagulhas
Para surpresa maior.
Vejo-te sorridente
Intangível aos braços desejosos
Amando outrem
Lutando pela felicidade
Que um dia quis somar a tua,
Mas que a vida,
Com seus desatinos misteriosos,
Por alguma razão não deu o sim ao eu.
Agora é torcer pelas felicitações separadas
Se no dia do teu quis
Não pude ser caça tua,
Direito teu refazer o ninho.
É esperar para vê,
Tudo tem sua hora.
Quiçá dia incerto
Nossos desencontros do mundo girante
Retomará ao enredo desativado no peito
Formatando os feitos,
Ajustando a desordem da casa,
Buscando o entender de outrora.
Amplitude de vocábulos,
Certeza do batuque correspondido
Prazer do recomeço.
É a convicção de ser nada por acaso
É a sabedoria das voltas mundanas
Provando no amanhã,
Que o melhor do hoje,
Se faz recolher no silêncio da lição sentida,
Arraigada do palpitar profundo do âmago,
Das mazelas feridas.
Dor da perda,
Dor da doideira,
Dor da partida.
Dor da surpresa,
Dor de tristeza,
Dor de nostalgia
E depois?
Desfazer o aglomerado confuso
Incômodo fino,
Refletido nos olhos da emoção
Como se fossem dores errantes
Discórdias do bem maior
Irracionais e temporariamente eternas...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

É Freud!

Dor filha da puta, que dói tanto aqui dentro e não para de incomodar.
Remédio, não adianta, não passa. As lágrimas descompassadas embaraçam a vista. Parece ser
eterno, mas sei que vai passar, tem que passar!
Separação sempre é difícil. Desapego, desprendimento, dor da partida, dor da perda, dor da indiferença, dor do desamor.
Por que sentir isso? Por que a gente rir tanto no começo e chora tanto no fim? Será assim até quando?
Nossa esperança é "dessa vez vai ser diferente", mas no final das contas, tudo é igual. Tem começo, meio e fim, e o desfecho, sempre um caos.
Até quando devo ser positiva e achar que o próximo sempre será o melhor para mim? Ah meu, foda-se o que to sentindo, não adianta, não volta atrás, não faz mais diferença.
Amar, amei sim, amo até hoje, até porque, existe amores e mais amores. Não ia mentir, não ia ser desonesta, inventando um sentimento não vivenciado em meu peito. Acontece que existem os amores platônicos, utópicos e os "palpáveis". Entre nós dois...não sei!
Como fui feliz enquanto durou! Ganhei de presente uma nova família muito querida, que desejo cultivá-la para sempre.
Valeu a pena, muito aprendi, muito aprendo contigo a cada instante, a cada árdua palavra proferida, a cada conversa, desabafo, momentos cúmplices de nossas vidas desatinas.
O que me resta? Recomeçar, sacudir a poeira e não construir muralhas impenetráveis. Se não foi contigo, paciência, um dia agradecerei a vida por me mostrar que o não nem sempre é não, mas desviar de calçada se faz necessário a um bem maior.
Agradeço de todo coração por tudo que vivemos juntos, principalmente pelos sorrisos alegres e novos amigos que a partir de ti pude conhecer.
Eu te amo!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Rememorando as tuas

Sono não chega, lágrimas quentes escoam pela face saudosa do tempo vivido. Não aceito que um amor tão bonito tenha acabado assim, tão derrepente. Não acredito que todas aquelas palavras, "promessas" de reencontros, de elo eterno tenham se dissipado com o vento, desfazendo-se sem pedir permissão a quem as sentem. Viver assim, para que? Comparar com todos os outros que nem chegam aos pés do que eu senti ao te vê?
Lembro como se fosse hoje. De costas, adentrando no lugar x, avistei-te de longe e meu corpo extremeceu. Um turbilhão de perguntas me fiz, pois o que estaria acontecendo comigo ao vê uma pessoa "estranha", sem saber que ela ia fazer parte da minha vida a partir daquele instante?
Olhar a tua alma minutos depois foi o suficiente para saber que o amor não escolhe hora, tempo e muito menos grandes ações para se manifestar. Fluiu naturalmente como agora flui o choro da hesitação.
Nossa história foi a mais louca e bonita. Fiz tudo aquilo que pude para aproveitar ao máximo os nossos encontros diários, sabendo a data exata da tua partida, rumo a tua vida real, ao cotidiano, aos teus projetos do destino. Por que não foi escrito ficarmos juntos? Nós ou Deus que assim escolheu?
Nunca esqueço daquela especial rosa vermelha, cuja cor remete à paixão que já tinha nos contagiado desde o primeiro olhar. Nossas saídas, conversas, entrelaçar de corpo e alma na mais pura essência do amor, esse amor inexplicável que apenas se sente e se cala no apreciar das estrelas. E a festinha com os amigos? Lembra da estrada, dos amigos e você deitados no asfalto, com molecagem? Ai, quanta saudade do que foi vivido ao seu lado...
E os e-mails, cada um mais profundo que o outro! E a sintonia de nossos espíritos que nos tornaram espontâneos e especiais, lembra? Os torpedos, o amanhecer do dia com o delicioso abraço; o caminhar pela cidade desconhecida, a sinceridade do peito acolhedor, mostrando a cada dia o quão tudo aquilo fazia sentido?
Revivemos nessa encarnação o amor eterno que juramos há anos atrás e, mesmo que eu tenha a plena convicção do que sinto, entristeço-me pelo silêncio, pela indiferença, por saber que tão longe de mim emocionalmente estais.
Entram e saem pessoas em nossas vidas, mas é você a referência do mais sublime sentimento que senti um dia por um homem. Por que justamente você, já que não tenho o direito de está contigo?
E o sábio livro, que poço de descobertas, não é? Eu tinha plena certeza do quão ele faria diferença para tua percepção de mundo, auxiliando-o nesse caminhar evolutivo. Não foi à toda que em tuas mãos o confiei, sem saber se um dia para as minhas voltam. Por que eu te amo tanto assim?
Tudo bem que esse alguém pode te fazer feliz, mas energeticamente não sinto o sentimento forte como aconteceu conosco. Decerto é singular nossa relação, ao ponto da interrogação está enormemente estampada no ar, na minha frente. Tudo acabado, adormecido, esquecido, sentido e ignorado? Por que não fala comigo? Por que não me conta mais sobre teus devaneios? Por que tenho te sentido tão perto de mim nesses últimos dias? Por que meu Deus, por quê?
Juro como é inevitável tais recordações. Vem na memória sem pedir permissão e martelam, machucam, sangram o tal coração que na altura do campeonato já não sabe o que quer.
O que faço de agora em diante? Por que o orgulho não me deixa chegar até você? E por que essa sede de te odiar, se quando tento sentir raiva lembro do teu sorriso que me alegrava?
Que seja feito a vontade de Deus. Tomara está escrito o nosso reencontro, afinal, desejo reviver esse amor que no fundo do teu baú se esconde. E o meu? Há muito espera pelo teu sim...
"Meu coração, não sei porque, bate feliz, quando te..."

A.G.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Afeição pelo agora

Agora entendo o que ele quis me ensinar indiretamente. Se estávamos perto, na mesma cidade, para que trocar recadinhos de orkut, se poderíamos estar juntos a todo momento? Agora sim, no silêncio do hoje, os recadinhos são essenciais para nutrir a distância física que nos separa, mesmo sabendo que ele está mais perto de mim que os próprios entes queridos de convivência diária.
Uma vez li algo que auxiliou-me nas minhas percepções quanto aos assuntos sentimentais: quando nossos corações estão interligados, a distância carnal é irrelevante. Posso está perto de ti, sentada ao teu lado nesse instante, não significando estar próxima a você...
Conversando com um amigo querido, escutei mais uma vez a reclamação do "desgaste do relacionamento quando se vive sob o mesmo teto". Será esse o fator inicial para o desgaste do amor, aquele em que se jura ser para a vida inteira? Não seria mais viável casar-se e cada um ter uma casa, ou até mesmo um quarto separado para "desafogar-se" da rotina? Como solucionar as crises das relações contemporâneas?
Quando decidi escrever, o assunto era outro. Ia falar de Buda, lançar umas indagações macabras, mas senti vontade de confabular sobre esse sentir temporal. O bom de escrever é que você pode viajar na maionese e falar o que se pensa, sem medo, sem preconceito, quando se chega ao consenso que isso é melhor para o seu alívio almático. Minha alma é muito inquieta, vive em constante conflito com meu ego e isso é um caos dentro de mim...
Falando em ego e direcionando para a conversa principiante na cabeça confusa de muar, fiquei intrigada com duas linhas de raciocínio sobre o sofrimento humano. A gente sofre por ignorância, ausência do conhecimento, ou por conta de nossas paixões, essas que aguçam o ego a ressaltar os seus quereis?
É tão difícil chegar ao estado de Iluminação sentido por Buda... Já pensou você se desprender da vida social mesquinha, das amizades fúteis, da rotina avassaladora, dos entes queridos, do conforto desejado e/ou desfrutado, para limpar-se da poeira do comodismo, a fim de se autoconhecer? A pessoa tem que ser muito foda para renunciar os desejos carnais, terrenos, no entanto, passageiros e supléfluos - em sua maioria - para se encontrar, conhecer o seu avesso, ou melhor, o lado mais significativo do seu ser (Eu interior) e viver em estado de graça, em contato com a pureza da alma, parecida com os mitos e promessas religiosas (atualmente um tanto banalizados, infelizmente). Paraíso, céu, Adão e Eva, inferno... Prefiro ansear pelas colônias espirituais energérticas, onde terei o prazer de viver e desfrutar de ótimos aprendizados e estudos... Essa vida de reencarnação cansa, às vezes. Pobres seres humanos imperfeitos, aprontam, aprontam e aprontam e depois se arrependem e pedem para voltar, na esperança de acertar seus feitos. Esquecem suas missões, desviam-se dos caminhos predestinados e lascam-se novamente, num ciclo vicioso, gerador de dor, ignorância e tristeza.
Como diz Bob Trask, é preciso soltar a corda perpendicular as duas margens do rio para experenciar uma vida fluente, livre como as águas navegantes. Ou seja, se nos apegamos a corda, a correnteza bate em nosso corpo, gerando dor, ferimento. Se a soltamos e nos deixamos levar com as águas do rio, a vida se torna mais leve, possibilitando-nos averiguar novos olhares, novos ares, novos horizontes.
A tua alma é inquieta? Já parou para escutá-la e saber qual é o teu querer de verdade verdadeira? Já se perguntou se o que tu fazes hoje é por conveniência social ou se é porque tu amas fazer aquilo que fazes? Já sentiu o alívio ao repousar tua cabeça no travesseiro, sabendo que todos os dias é dia de milagre atemporal e que tu é o único responsável por tuas escolhas e atitudes? Analisaste o quão sofremos por coisas banais e colocamos a idiota "CULPA" (palavra que eu detesto dizer, sentir, saber que existe) no nosso visinho? Já se questionaste sobre a tua estadia passageira na terra, sentindo que o teu Eu interior, mesmo sufocado pela poeira do egotismo, quer te alertar qual missão tens?
"O Deus que há em mim saúda o Deus que há em você" .Não precisamos viver enfurnados num templo religioso para nos conectarmos com a preciosidade da vida, meus camaradas. A maior preciosidade é escutar o que o nosso coração nos fala suavemente, ouvir essa voz baixinha que sussura e faz cócegas, de tão gostosa que é. Nossa pedra preciosa é a essência, a autenticidade de cada criatura que pediu para nascer, assim como o sorriso de uma criança inocente, velha alma nova no mundo, se é que me entendem... Quando criança, a memória ainda está fresquinha, rica de experiências cósmicas... É uma pena a coersão social nos distanciar de nós mesmos, do nosso diamante inato.
Isso é engraçado. A gente tem o diamante lapidado ao nascer, em alguns casos, cresce construíndo muralhas que nos distancia dele e vive na busca constante por sua lapidação. Dá para entender as complexidades do ser humano? A gente é um bolo de carne que se confude entre "ser ou não ser, eis a questão".
Estou com sono. Depois continuo meu monólogo solitário. Ainda bem que boa parte da esperteza consiste em saber indagar, e não responder questões. Vamos aprender a questionar o mundo e deixar que a vida ensine os melhores caminhos para cada digital do universo. Somente você sabe onde o sapato te aperta.

Amanda Graciele

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Indagações têm seus porquês

Vejo na rua gente por todos os lados, lugares conhecidos, pessoas queridas, mas quando chego em casa a solidão se torna minha companheira, como se fosse a melhor amiga que sempre está presente em diversos momentos.
Não sei se é normal tantas incertezas, medos, pensamentos tortuosos sobre mim e sobre o mundo. Não sei ao certo para onde ir, o que fazer e como fazer, diria até que falo indiretamente sobre os princípios básicos para se construir uma ação de marketing, em que se deve primeiramente saber as estratégias (o que fazer) e táticas (como fazer) de comunicação e mídia para se atingir o público alvo (target). Nesse caso particular não sei onde vou chegar se não sei para onde quero ir.
Nesse instante queria muito ter aquele amparo amigo, aquele homem maravilhoso (ele sabe que é dele que falo) para acariciar meus cabelos, fazer amor gostoso e dizer o quão sou especial em sua vida. Acho que tô um tanto carente, mas essa carência parece infinita, desde quando nasci, coisa que homem, amigo nenhum é capaz de curar. Por que sou tão esquisita???
Sinto falta do palco, de vê gente olhando nos meus olhos, atenta aos meus movimentos, apta a receber o que tenho a oferecer. E eu, disposta a sentir toda energia dessa gente, sensível a mais uma experiência que se recicla a cada dia, sabendo que essa labuta excita e gera tamanha emoção, que só quem é artista sabe como é. Mas será que sou artista?
Dizem que, para suprir a carência sentida, é preciso fazer a caridade. Você dá sem nada querer em troca e recebe consequentemente o dobro daquilo que ofertou. Mas para quem fazer a caridade numa hora dessas?
Deus... cadê tu Pai Divino? Encarnamos para sentir o vazio ou só eu que faço por onde sentir? Sim, faço por onde sentir porque sou responsável pela maioria das escolhas que trilho. Porém, onde acaba meu livre-arbítrio e começa a ação do destino? Ou será que absolutamente tudo que vejo, sinto, faço são atraídos por meus pensamentos, sejam eles conscientes ou inconscientes?
Bobo é aquele que pensa encontrar sua felicidade na vida do outro. Meu Deus, tantos casamentos apressados, tantas válvulas de escape, tantas escolhas inadequadas por causa do aperto da solidão... Morreremos infelizes ou existe felicidade terrena? Ou será que a vida consiste em batalhas constante de incertezas e tristeza, em que os intervalos são momentos gloriosos de alegria, sentimento parecido, porém inferior, a tal felicidade eterna que a Bíblia fala? Ou, momentos jubilosos de alegria - retalho da infinita colcha de felicidade eterna - cujos intervalos são hesitações e tristezas, para que saibamos a importância do sol e das tempestades?
E o que é felicidade? É ser realizado profissionalmente, possuir todos os bens materiais desejados e uma família harmoniosa? Felicidade é se doar ao mundo em prol da caridade universal? É seguir sua vocação? É peregrinar pelas cantos mais lindos do planeta terra? O que é felicidade mesmo? Ela existe? Nascemos para procriar ou temos o direito de viver sozinho, contrariando as regras sociais? E contrariando a sociedade não é uma forma de chamarmos sua atenção porque queremos um pouquinho de atenção e afeto?
Se falam de mim não gosto; se me esquecem fico triste. Por que esse anseio de ser lembrada? Por que o medo da indiferença? Por que a necessidade de ser útil? É por isso que dizem que o trabalho dignifica o homem? Tenho que seguir o que dizem por aí ou isso é algo que nasci sentindo, esse desejo de ser gente de bem, com mãos e braços prontos para servir?
Por onde começar a faxina interior? Como ordenar esse emaralhado "confisco" mental?
Um dia meu ginecologista disse que a finalidade do homem é procriar, argumentando que tudo o que fazemos é em busca de ter um parceiro para tal finalidade. Festas, roupas novas, conquistas materias, tudo!, gira em torno da conquista do homem/mulher ideal - ideal só na nossa imaginação. E quando optamos pela solteirisse, chega uma certa idade em que vem o sentimento de ter faltado alguma coisa para ser feito... Mas se isso tiver seu pingo de verdade, porque mesmo casando as pessoas se sentem sozinhas?
Nossos antepassados deram o pontapé inicial rumo à independência, às conquistas cada vez mais
frenéticas de deter o poder na palma da mão e fazer o que se quer e bem entende. Alimentamos a cada hora essa"caça a independência" e não nos atentamos o quão estamos nos perdendo uns dos outros. Para que existe blog, orkut e tantos outros sites de relacionamento? É porque a tecnologia é tão bárbara e possibilita fazermos diversas coisas simultaneamente? Ou você não percebe que é uma forma de te recompensar a ausência dos amigos, o costume que nos foi tirado de ficar na rua sentando na calçada jogando conversa fora com os coleguinhas próximos? "Ah Amanda, mas graça a Internet você pode falar com a pessoa amada que reside longe de você". Sim, concordo, tens razão, mas se os tempos e hábitos fossem outros, eu não precisaria está no Acre longe da pessoa querida, pois só me envolveria com alguém que quisesse compromisso sério. Ou então, ficaria ansiosa e na expectativa por receber afáveis cartinhas de amor, escritas à mão, e leria contemplando o por-do-sol, com lágrimas nos olhos, cheia de saudade e esperança do bem querer voltar para os meus braços, pois eu seria a mulher de sua vida. Ah meu, isso é mais utopia que querer banir a miséria do mundo. Falar em príncipe encantado é tão surreal quanto dizer que me conheço literalmente... Não não, nada de papos bizarros. Por que estou falando nisso mesmo, em?
Expectativa...essa palavra deve ser abolida do nosso vocabulário. Quem muito espera do outro, muito se frustra, magoa-se, vive melancólico, recheado de decepções. Um dos meus maiores erros é justamente isso: criar expectativas! Por isso luto pela mudança, coisa que já vem acontecendo no atual relacionamento. Quando esperamos de menos, os bônus nos felicita, preenche, surpreende. Quando esperamos demais, nada supera, pois nossa mente é tão, mais tão criativa que ser humano algum consegue sucumbir a necessidade do outrem. Por que tanta imperfeição "Jusé"?
E quando tu tens vontade de dá um salto no amanhã só para saber se o que tu fazes hoje te conduzirá ao ponto visionado? Por que pressa em degustar tudo de uma só vez, gula insaciável que atropela os segundos do agora? ... " Se eu estivesse a certeza que a gente vai ficar junto, seria mais fácil a caminhada do presente"... Ainda bem que não é só eu que vivo cheia de neuroses. De certa forma isso me conforta, ainda mais sabendo que o mundo está cheio de gente maluca, com suas teorias e pensamentos malucos, todos em busca da mesma coisa que para cada um é espelhado em coisas ou pessoas semelhantes e distintas. É como digo, por trás do detista foda, da promotora ricona, do médico conceituado existem pessoas frágeis, sonhadoras, temerosas a escuridão do labirinto, que em suas palestras, livros e falatórios em público ressaltam a busca ou a importância de correr atrás da tal felicidade. E o mais engraçado, sorriem para a sociedade, vestem seus escudos, usam suas máscaras antisentimento e, ao chegar em casa, choram baixinho no silêncio sepulcral da madrugada, amendrontados pelos próprios sentimentos antagonizadores - não sei se é um neologismo - que apontam a solidão, a falta de algo que ainda não foi identificado. É como querer muito comer pão com manteiga e, ao por na boca, perde a fome porque na verdade queria saborear uma deliciosa sopinha que sua mãe fazia quando criança. Você entende onde quero chegar?
E quando você diz para si que vai ser isso, aquilo, e aquilo outro quando conquistar tal coisa? Aí você conquista com muito esforço essa coisa e não vê aquilo que imaginou acontecendo no hoje, sendo que antes tudo isso era um anseio do agora, concretizado num futuro distante...Ou seja, vem o desespero, a angústia, as indagações sobre o caminho trilhado, inúmeros questionamentos que te levam a refletir se você deu o melhor de si até agora , fez o que era mais correto, o mais viável aos teus sonhos ou se fracassou no meio do trajeto, tomando um rumo diferente do teu querer sincero?! Até quando adiar para amanhã o que posso fazer hoje? Por que acreditar na existência do futuro, se nem presente existe? O que mede o presente? São as 24h do dia? E as palavras, até quando valem? Um "eu te amo" recebido ontem tem prazo para crenças nessas 24h de hoje? Juras de amor, olhares compenetrantes, ínfimas carícias que surgem como flash na memória não passam de tolices recordadas? Em que acreditar, se gestos são apenas gestos, tão mutante quanto borboletas? Tudo não passa de coisa criada na mente, fruto da minha e tua imaginação?
"Ninguém é de Ninguém". Quando li esse livro, só faltei morrer, pois caí na real que não é um anel de noivado que mede o amor entre duas pessoas. Será que minha sina é viver sozinha, sentindo falta desse algo?

Boa noite!






quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Ventania do suspiro

Engraçado como a gente atrai aquilo que pensa. Se cultivamos bons pensamentos, coisas boas nos esperam no amanhã. Se nos negativamos, achando que não somos capazes de concretizar nossos sonhos, certamente não damos tantos passos significativos ao longo da vida. Primeiramente é preciso imaginar, ter fé e por em ação nossos queres.
Senti imensa alegria em saber sobre a autorealização de uma pessoa querida. Largar tudo - família, amigos, emprego, cidade, costumes, vida cotidiana - para viver um sonho é a atitude mais brava que um ser livre pode ter. Vê seu nome escrito na história e usufruir das oportunidades únicas que nos levam ao estado de glória é consequência de quem acredita nessa chama interna, a tal vocação que os padres falam. Não há casa, carro do ano, dinheiro do mundo que substituam o êxtase de fazer aquilo que se ama, pondo a emoção, o sentimento, sua alma para degustar do gozo. É nessa hora que tudo faz sentido e que sofrimento, falta de grana e os "cambaus" nem chegam perto da felicidade sublime, sentida em frações de segundos, como um delicioso orgasmo.
Sou feliz por conhecer tantas e tantas figuras, estrelas, sóis que me inspiram, fazem-me sentir gigante, responsável pelo enredo que escrevo a cada gota de orvalho. Sou feliz em olhar para dentro do meu ser e vê a imensidão dos meus desejos e sonhos, mesmo não sabendo ainda e exatamente o que vou fazer a partir de agora. Mais uma coisa já sei: primo pela liberdade de voar como um passarinho, rumo a arte, a comunicação, a excitação de subir ao palco e me entregar ao mágico espetáculo, seja musical, de dança, ou sei lá o que. Importante mesmo é saber escutar a voz suave dentro de si, essa musiquinha que te acompanha e revela em sua letra o melhor caminho que se deve trilhar. Só eu sei onde o sapato aperta. Quiçá o que me faz calo, seja ideal ao meu vizinho. Não posso deixar de sonhar, de acreditar em dias melhores. Isso me transformaria em borboleta morta, num sol escuro, numa árvore sem flores e frutos.
É hora de sentir mais a vida e deixar que o Universo, juntamente com minha intuição, apontem o que é melhor para muar. Desde que eu faça o bem ao próximo, sinta amor próprio e não deixe de acreditar na minha missão, o resto venho a ter daqui há uns dias, um ano, ou daqui há algumas vidas. O barato de tudo é vê que " a vida é uma caixinha de surpresas". Tenho sede de viver! Tenho fome de esperança e calorias de boa vontade. Vendo o sapato apertado. Presenteio meu sorriso e amizade. Oferto minha disposição para conseguir aquilo que busco. Jogo fora as incertezas, dúvidas e medos, âncoras da imobilidade. Absorvo o amor, a inspiração, as boas companhias, negando e repelindo o veneno da inveja, a injúria da frustação, o pessimismo limitador da criatividade. Recuso escutar "você não é capaz", mas faço questão de ouvir "siga em frente, você consegue!". Chorar sempre que a alma clamar; dá gargalhadas nos instantes proprícios. Crer na força do amor, pois ele move montanhas - e como move!
Acho que por agora é só o que tenho a dizer...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Recomeço Diário

Uma vez li que nossa vida diária é igual uma conta bancária, com ressalvas: quando chega a meia noite, todo o saldo do dia é zerado e você tem que construir novos saldos a cada amanhecer.
Ontem estive perdida, tortuosa em pensamentos, sentindo um vazio que corroi o peito, uma dor de alma que dilata o coração e sangra, sem piedade, sem dó, sem consideração com quem se sente. É nessa hora que a vulnerabilidade toma conta de si e põe a perder todo o brilho e esperança de dias ensolarados. Porém, é nesse instante que as palavras de Chico Buarque fazem sentido: "... Mas pra fazer um samba com beleza é preciso um bocado de tristeza, é preciso um bocado de tristeza, se não não se faz um samba não". Adaptando a minha situação, é preciso um bocado de tristeza desatina para se expulsar essa agonia acumulada.
Estou aprendendo a quitar raivas, desentendimentos e nostalgias em cada noite de sono. O que ficou para trás ficou. Hoje é dia de nova página em branco, novo lápis e borracha. Dia de estreiar meus lápis de cor, a caixinha de giz de cera, os pinceis das mais variadas cores e tamanhos.
Hoje é dia de milagre atemporal, de reinventar motivos para sorrir e irradiar minha morada interna. Como diz meu querido amigo Guido, "a transformação é de dentro para fora". Mas de nada adianta as palavras sem gestos. É preciso agir e por isso criei esse blog, pois fazia parte das minhas metas do ano começar a escrever, escrever e escrever sem temores, sem autocritica destrutiva.
Quando escrevo sinto o suspiro do alívio. É uma forma de eu me olhar por dentro e saber o que se passa na cabeça. Dizem que a gente fala o que o coração está cheio e por isso eu prefiro expulsar a negatividade através de meditações e peneirar as palavras, a fim de proferi-las em tom suave, agradando o meu e o teu ouvido.
Nada como uma ótima quarta-feira chuvosa, com imprevisto no planejamento traçado para se criar coragem de me reiventar...
Ainda venho a descobrir se existe felicidade enquanto ser encarnado ou se a nossa vida é feita de pequenos e significativos momentos alegres e tristes, e nada mais. Será que alguém ja sentiu o que eu senti ontem? Acho que sim, afinal, antes de qualquer rótulo imposto pela sociedade, somos seres humanos, feitos de carne e osso, cheios de conflitos, sentimentos e sonhos (quando estes não são exterminados por nossas fraquezas e falta de crença em nosso potencial).
Ufa, que gostosa sensação de bem estar. Como é maravilhoso saber que a cada dia tenho a oportunidade de fazer algo que gosto e dá novos rumos aos pensamentos.
Desejo: encontrar-me!
Sonho: Fazer aquilo que amo quando eu descobrir o que realmente amo...
Enfim e sem delongas, é isso!