Produtores Culturais

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Congelando um segundo do todo vivido
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terça-feira, 2 de março de 2010

Desatinos misteriosos

Girante move
Encontros e desencontros
Brincadeira de caça ao rato
Já não quero mais!
Vestida e desnuda
Vi-me tua
E hoje, farelos de dor
Não posso mais tocar.
Desvirtuados olhares
Sempre perdidos.
Bem te quis,
Mas tu voaste longe
Sem dizer se aos meus voltaria
E eu sem nada saber,
Pus-me firme no chão,
Enterrando vivas lembranças
Jurando esquecer o que ainda sentia.
Quando retomas o caminho
Do olhar compenetrante
Tua não era mais eu.
Dias passaram,
Compromissos cessaram
Saudade inusitada do Pequenino resplandeceu.
Refaço o caminho
Cruzo a calçada
Buscando antigas fagulhas
Para surpresa maior.
Vejo-te sorridente
Intangível aos braços desejosos
Amando outrem
Lutando pela felicidade
Que um dia quis somar a tua,
Mas que a vida,
Com seus desatinos misteriosos,
Por alguma razão não deu o sim ao eu.
Agora é torcer pelas felicitações separadas
Se no dia do teu quis
Não pude ser caça tua,
Direito teu refazer o ninho.
É esperar para vê,
Tudo tem sua hora.
Quiçá dia incerto
Nossos desencontros do mundo girante
Retomará ao enredo desativado no peito
Formatando os feitos,
Ajustando a desordem da casa,
Buscando o entender de outrora.
Amplitude de vocábulos,
Certeza do batuque correspondido
Prazer do recomeço.
É a convicção de ser nada por acaso
É a sabedoria das voltas mundanas
Provando no amanhã,
Que o melhor do hoje,
Se faz recolher no silêncio da lição sentida,
Arraigada do palpitar profundo do âmago,
Das mazelas feridas.
Dor da perda,
Dor da doideira,
Dor da partida.
Dor da surpresa,
Dor de tristeza,
Dor de nostalgia
E depois?
Desfazer o aglomerado confuso
Incômodo fino,
Refletido nos olhos da emoção
Como se fossem dores errantes
Discórdias do bem maior
Irracionais e temporariamente eternas...

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